“Bilhões de Faróis… Presos na extremidade do céu”
Histórias de amor existem em todo o lugar, mas quais foram aquelas que realmente tocaram você? No meu caso, bem poucas. Dentre os filmes, livros e músicas, o romance mais bonito que já tinha visto era esse.
Esses sete minutos foram tão excelentes, fantásticos e fodas, que o resto de “Up” se torna uma chatice cheia de clichés. A história de Carl e Ellie era realmente a mais cativante, mas isso foi até conhecer To The Moon.
Por trás do pixelados gráficos 16 bits, esse despretensioso game indie é mais sobre contar uma história do que fazer uma homenagen retrô.
Há sim várias referências a cultura pop, desde Final Fantasy até heróis da Marvel, mas To The Moon não será lembrado por isso e sim pela história de Johnny, um senhor que queria – como último desejo – ir para a lua.
Brilho eterno de um pixel com lembranças
Para quem assitiu ao filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças“, é comum a pergunta de que, caso aquele equipamento existisse, você teria coragem de apagar alguém querido de suas memórias.
Em To The Moon, esse equipamento (não por acaso) existe, mas ele funciona de forma diferente, o que muda a questão para: qual seria seu último desejo antes de morrer?
Confesso que o começo do jogo não me fisgou tanto. Afinal, cadê o amor? Somente quando começamos a “viajar” pelas lembranças de Johnny e sabemos da relação dele com a falecida esposa River é que To The Moon mostra seu propósito.
Assim, acompanhamos o desenvolvimento desse amor, só que de trás pra frente. A aceitação na velhice, o amadureciemnto da fase adulta, a felicidade do casamento e as ingenuidades da adolescência. Um casal aparentemente normal.
A cada nova etapa na vida deles (ou a cada fase do jogo), a história vai se aprofundando e intrigando a medida que adiciona questionamentos e mistério nesse relacionamento.
Qual era a doença de River? Por que ela tinha obsessão por origamis de coelhos? Realmente construir uma casa perto de um farol valia mais que uma vida? Por que ele quer ir para a lua? Nesse momento, eu já estava completamente imerso na trama.
O que deixa essa história ainda mais bela são os toques de imperfeições mostrados pelo casal, o que faz com que eles se tornem mais reais. John é muitas vezes egoista, River parece o tempo todo distante do marido. Eles não são um casal piegas. Gostam um do outro, mas parece que algo os afastou com o passar do tempo…
O que mais impressiona em To The Moon, é que toda a emoção é transmitida sem possuir um gráfico realista, nem mesmo uma dublagem e na primeira vez que uma animação aparece, você já está tão imerso naquilo tudo que é bem difícil segurar o choro.
To The Moon é sobre se emocionar com um belo conto de amor, discutir com amigos (do fórum?) sobre as teorias e intepretações dessa história. Uma história que por vezes é tão semelhente com a de Carl e Ellie em Up, mas também mais melancólica, ao ponto de uma ilusão ser a úncia forma de poder ser feliz…
To The moon é a “novela das oito” para os amantes de videogames
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To The Moon é um jogo indie feito pelo estúdio Freebird Games e pode ser comprado por R$ 22 no site da desenvolvedora. Há previsão de que o game também seja lançado no Steam em breve.
Para saber mais sobre o game (com spoiler), ouça o podcast Dash #3 do site Jogabilidade.




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Mano, este jogo é tudo isso e mais um pouco:
Acabei de zerar ele, e posso garantir, fazia muito tempo que eu não me emocionava tanto com alguma coisa…
Quero jogar o mais rápido possível!